quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Prefeito Jocivaldo (PT): promessa de mudança embasada na criação de vários cargos e viagens não sai do papel e do discurso no primeiro ano
A realidade financeira do município de Antonio Cardoso depende exclusivamente dos repasses federais e estaduais. O prefeito Jocivaldo (PT) - foto camisa vermelha - vem mantendo a expectativa dos moradores, em sua promessa de mudança, na criação de várias secretarias e diretorias e em viagens. Mas o limite da gestão municipal encontra-se na falta de receita própria do município, dívida municipal, desvio histórico de renda municipal, gastos desproporcionais das gestões, no controle forçado da dívida federal, na limitação de recursos estaduais com sucessivos empréstimos financeiros do estado. Observa-se que o prefeito, para conseguir o poder, se aliou com o núcleo do grupo político reacionário municipal (incentivado pelo governo estadual do PT), apesar que no ano 2000, o atual prefeito militava para ele. Este núcleo não tem nenhuma obra marcante durante décadas que domina a política municipal, pelo contrário, reforçou o fracasso socioeconômico dos moradores permanentes.
O município vem acumulando dívidas em cada gestão que são renegociadas, as quais, comprometem a capacidade financeira do município realizar obras e serviços nas gestões seguintes para os moradores permanentes. Estes adiamentos de dívidas tendem a piorar e agravarem a situação da sobrevivência, já precária, dos moradores permanentes do município. Dentre estas dívidas e gargalos financeiros municipais destacam-se: as em suspensão com o INSS e outros órgãos públicos, a pagar no final de governo, descumprimentos administrativos de atualizar as certidões obrigatórias para convênios e parcerias federais e estaduais, com fornecedores, ações judiciais irresponsáveis de alguns prefeitos. Mas também existem gastos desnecessários, criadas pelas gestões, apenas para garantirem seus compromissos com o comércio com eleitores e lideranças políticas, como contratar serviço prestados sem pagar os direitos trabalhistas e depois vira dívidas trabalhistas. Além da criação de cargos públicos fora da realidade local aumentando despesas municipais.
Para piorar este quadro financeiro que impacta na sobrevivência dos moradores permanentes do município, historicamente governantes municipais, funcionários, fazendeiros levam o que produzem no município para investirem, pagarem impostos e criarem empregos nas cidades onde situam seus condomínios e apartamentos como Feira de santana e Salvador. Também existe a perda de receita pública por serviços, transações financeiras, agregação de valor na matéria prima local e força de trabalho e declaração de bens realizados fora do município, principalmente, nas cidades vizinhas. Todos estes entraves resumem-se na FALTA DE PROJETO DE CIDADE DOS POLÍTICOS MUNICIPAIS. Cada um preocupa com suas vantagens pessoais e não com o bem estar dos moradores permanentes.
Ano de eleições nacionais significa para os municípios pequenos a aquisição de obras minguadas em parcerias com governo federal e estadual. Mas a realidade do momento não está favorável, pois, cada governo enfreta suas dificuldades e limitações, o federal está refem do controle dos gastos públicos e o estadual vem recorrendo aos empréstimos financeiros para recompor suas finanças. Diante as limitações de recursos federais, estaduais e as eleições nacionais, o ano de 2026 será decisivo para o destino da gestão do Prefeito Jocivaldo. Este ano é o trânsito livre pata conseguir as principais obras em parcerias com os governos superiores.
A gestação do prefeito Jocivaldo situa neste contexto adverso, além da política local sem princípio coletivo com limitação em gerir a vida pública e do "farinha pouca meu pirão primeiro". Vem tentando manter a sua promessa de mudança na criação de vários cargos e funções públicas e nas viagens em busca de apoios. Finalizou o primeiro ano de gestação na frustração em mudanças de melhorias nas condiçoes de sobrevivência dos moradores (destravamento da economia municicipal, geração de emprego e renda e oferecimento de oportunidades permanentes de melhoria de vida). Embora conseguiu, como as outras gestões, alguns equipamentos ou serviços federais ou estaduais. Também, para não ser injusto, executou algumas orientações administrativas contra as discriminações raciais mas falta um projeto de cidade que crie emprego e renda para valorizar as pessoas tanto na simbologia racial quanto na melhoria das condições materiais de sobrevivência.
Diante as diversas variantes que impactam sobre a economia, política e os péssimos indicadores sociais municipais, o primeiro ano da gestão do prefeito não consegue realizar açoes estruturantes da realidade socioeconômica do município. O êxito do modelo de gestão atual, diante a realidade local acumulada por séculos na região, cabe ao tempo responder. O fato é que o primeiro ano da gestão ficou no papel e no discurso.
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